Com 93,9% das urnas apuradas nas eleições presidenciais do Peru, o candidato Roberto Sánchez passou a liderar a disputa, superando Keiko Fujimori no segundo turno. A vantagem de Sánchez é estreita, e o resultado definitivo deve demorar mais alguns dias devido à análise de votos contestados e cédulas de peruanos no exterior.
O pleito é marcado por forte polarização política. Fujimori representa a direita conservadora e já disputou a presidência em outras ocasiões. Sánchez, por sua vez, tem perfil mais progressista e recebeu apoio de movimentos sociais e de setores da esquerda peruana. Ambos prometem combater a corrupção e impulsionar a economia do país.
O Peru viveu uma década turbulenta politicamente, com sucessivos presidentes afastados por escândalos de corrupção ou impeachment. Esta é a eleição para o nono presidente do país em dez anos, refletindo a profunda instabilidade institucional que o país enfrenta. A expectativa é que o novo governo traga maior estabilidade.
Observadores internacionais acompanham a apuração de perto para garantir a transparência do processo eleitoral. A Organização dos Estados Americanos (OEA) enviou uma missão de monitoramento e declarou que as eleições transcorreram dentro da normalidade democrática, apesar de denúncias de irregularidades por parte de ambas as campanhas.